O papel do objeto de transição

Normalmente quando estamos grávidas buscamos uma série de informações em livros, revistas e blogs, procurando conhecimento para  nova fase que está chegando, comigo não foi diferente, e uma das coisas que aprendi foi a respeito dos objetos de transição.

Objeto de transição

Há dois personagens famosos de desenho, que sempre estão com seus objetos de transição – a Mônica com o Sansão, seu coelhinho e o Linus, da turma do Charlie Brown com seu cobertorzinho.

Um objeto de transição, embora tenha este nome, pode ser um objeto – como uma naninha, chupeta ou um bichinho de pelúcia, por exemplo, mas também pode ser um comportamento como chupar o dedo, ou enrolar os cabelos ou cantar/ouvir sua música preferida. Os bebês o usam para ajudar a passar pela angústia do desconhecido e para baixar a ansiedade no momento de separação da mamãe, que pode diversos motivos pode não estar presente no momento. E pode estar certa, eles têm um grande papel no desenvolvimento emocional do seu pequeno – no desenvolvimento da criatividade e cognição.

Os objetos de transição podem “servir” ao bebê por poucos meses, alguns nem chegam a ter um, não sentem esta necessidade e isto precisa ser respeitado, ou por muitos anos.

O importante é que ele seja escolhido pelo bebê, os pais podem até tentar dar uma forcinha, mas no final será o que ele escolheu, o que o faz sentir seguro e acolhido. Além do apego emocional, características únicas o distingue, na visão da criança, como o cheiro, a textura, cor, formato, etc. A naninha, cobertor, chupeta… ajudam o bebê a lidar com o desconhecido, a entender as descobertas do mundo que o cerca com segurança e por isto precisam ser escolhidos por ele, só o bebê sabe onde depositar sua confiança.

Estas características únicas do objeto de transição podem significar um problemão quando ele se perde, ou é esquecido em algum lugar. Nestes casos, o ideal é conversar francamente com a criança, não importa a idade, permitir que ela escolha algo diferente, se ter muita paciência para passar pela fase da separação. Comprar um outro igualzinho ou ignorar o sofrimento da criança além de não ajudar a resolver podem prejudicar ainda mais a situação.

Também é importante que nunca se esconda o objeto, a criança irá abandoná-lo naturalmente, ao seu tempo, caso isto esteja se tornando um problema real, a criança tenha dificuldade de se relacionar com outras pessoas, ou apresente problemas na escola é hora de buscar ajuda de um psicologo para identificar a fonte desta ansiedade.

Aqui em casa nós passamos sem um objeto de transição propriamente dito, o Rafael nunca quis nada específico (confesso que nos primeiros meses queria muito que ele pegasse a chupeta, mas ele se recusou), no máximo precisava ser enrolado no charutinho para conseguir dormir e ouvir algumas músicas na voz de taquara rachada da mamãe. Pensando melhor, talvez o objeto de transição tenha sido eu mesma. E na casa de vocês, como está sendo?

 

 

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